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07 março 2017

Batman: A Piada Mortal - Alan Moore e Brian Bolland - Edição Especial de Luxo

     Um dia ruim. É apenas isso que separa um homem são da loucura. Pelo menos segundo o Coringa, um dos maiores e mais conhecidos - se não o maior e mais conhecido - vilão do mundo dos quadrinhos. E ele quer provar o seu ponto de vista enlouquecendo ninguém menos que o principal aliado de seu maior inimigo: o comissário Gordon. Cabe ao Cavaleiro das Trevas impedir.

     Como eu disse que faria na resenha de Coringa, eu voltei para contar sobre outra HQ que traz o mais humorado e psicótico rival do Batman como personagem principal. Desta vez, trago Batman: A Piada Mortal. A revista é escrita por Alan Moore (criador de V de Vingança e de Watchmen) e desenhada por Brian Bolland (Camelot 3000 e Juiz Dredd). Foi lançada originalmente em 1988 e colorida por John Higgins, pois, por uma questão de tempo, Bolland não conseguiu fazê-lo.
      A história se inicia com o Batman indo até o Asilo Arkham fazer as pazes com o Coringa. Lá, ele descobre a fuga do palhaço e começa a sua caçada. Fora das grades, Coringa executa seu mais novo plano. Com a teoria de que qualquer homem são pode ficar louco após viver um dia de acontecimentos horríveis, ele decide botar essa ideia à prova, escolhendo o comissário Gordon, um dos homens mais equilibrados que conhece, como cobaia.
   Fazendo a comparação com a HQ de Brian Azzarello e Lee Bermejo, o roteiro e a arte são superiores. Em A Piada Mortal vemos mais do humor do Coringa, de suas brincadeiras insanas em momentos inoportunos, também vemos mais confronto entre ele e o Batman. Em relação à arte, mesmo sendo traços dos anos 80, as imagens são mais limpas.
   Em paralelo com a história principal, corre a história da origem do Coringa, de como um co-mediante fracassado vira o maior vilão dos quadrinhos, considerada a versão definitiva por muitos críticos, e acredito que esse seja o ponto mais alto da HQ. 
    Moore aproveita para mostrar um ponto de vista diferente (do Coringa) do porquê o Batman resol-ve vestir sua fantasia e combater o crime em Gotham e o evento que leva Barbara Gordon a se tornar a Oráculo.
    Bom, vocês viram que eu coloquei 'Edição Especial de Luxo" no título. Mas o que tem de diferente da original? Várias coisas:
     1) a primeira é bem visível: a capa dura, excelente, por sinal;
     2) recoloração da história feita pelo próprio Brian Bolland - talvez a mudança mais positiva;
   3) a HQ conta com prefácio de Tim Sale (artista da série de TV Heroes) e posfácio de Brian Bolland;
    4) tem também o arquivo com algumas das ilustrações originais de Bolland;
    5) essa edição não conta apenas com a história d'A Piada Mortal, ela tem também mais duas outras histórias: Sujeito Inocente, escrita e desenhada pelo Bolland e lançada em Batman: Black and White 4, e Batman e Robin, o Menino Prodígio, lançada em Batman 1, primeira revista solo do Morcegão, no ano de 1940.
    É interessante observar as diferenças entre esta última, A Piada Mortal e Coringa, ver as mudanças na arte, no jeito de transmitir a história.
   A HQ ainda recebeu, em 1989, o Eisner Awards em três categorias (melhor escritor, melhor desenhista e melhor álbum gráfico) e o Harvey Awards em quatro (melhor escritor, melhor desenhista, melhor álbum gráfico e melhor colorista). Também já figurou, por várias semanas, na lista de livros gráficos mais vendidos do The New York Times.

Post pelo colaborador: João Victor Krüger

Um comentário:

  1. Olá! Tudo bem?
    Poxa, faz muuuuuuito tempo que quero ler Piada Mortal.. Assim, não costumo ler HQ's mas tenho um interesse enorme por essa em específico mais pelo enredo mesmo, engraçado que muitas pessoas pensam que essa HQ é a primeira aparição do Coringa..
    Ótima resenha
    Beijo! Sorvete Literário

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