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20 julho 2016

Uma mulher livre - Danielle Steel

    Dos deslumbrantes salões de baile de Manhattan para os horrores da Primeira Guerra Mundial,       Danielle Steel nos leva para um mundo fascinante de uma jovem de espírito indomável. Nascida numa vida de luxo e glamour, Annabelle Worthington carrega o sobrenome, e a nobreza, de uma das famílias mais influentes de Nova York. Até que, num dia cinzento de abril, o Titanic afunda, levando junto o seu mundo. Seus pais e seu irmão mais velho estavam na viagem inaugural do majestoso navio, e apenas sua mãe sobreviveu. Para tentar confortar seu coração, Annabelle se voluntaria para trabalhar em um hospital, ajudando a cuidar dos enfermos, onde descobre sua verdadeira vocação. E, quando um homem nobre a pede em casamento, ela acredita que, enfim, voltará a ter dias felizes. Porém, novamente, o destino lhe prega uma peça, colocando-a no centro de um escândalo. Para fugir da tristeza que sua vida se tornou, ela vai para a Europa trabalhar no front da Primeira Guerra Mundial, ajudando a salvar os feridos. Na França, no auge do conflito, Annabelle consegue realizar um grande sonho: estudar medicina. O problema é que, mais uma vez, sua fé é colocada à prova, e ela precisará tentar retirar forças de uma grande tragédia se quiser renascer para uma nova vida. Com uma narrativa de tirar o fôlego e repleta de detalhes históricos, Danielle Steel nos apresenta uma de suas personagens mais fascinantes e singulares, e sua história inspiradora de dignidade, coragem e amor pela vida.

    Anabelle é uma garota doce, inteligente, com bons modos e muito sorridente, além de ser de uma das famílias mais ricas de Nova York. Seu baile de debutante fora maravilhoso, mas pouco tempo depois ela contraiu uma doença, o que a impossibilitou de frequentar festas e outros tipos de sociais para conhecer seus pretendentes. A impossibilitou, também, de ir viajar com os pais para a Europa, uma viagem fantástica que teria uma finalização luxuosa e cheia de expectativas: eles voltariam com o mais novo e cobiçado navio da época, na primeira viagem do RMS Titanic.
    Descobrir o naufrágio do navio onde estavam seus pais e seu irmão mais velho foi algo que acabou de vez com as forças da jovem, mas ela não perdeu esperanças. Permaneceu com fé de que estariam todos bem até o último segundo, até mesmo no momento em que viu sua mãe no cais, voltando sozinha para terra firme.
    Com o luto, Anabelle teve que passar mais um tempo em casa, sem ir à festas e vestindo apenas preto por um ano. Não que isso importasse para a jovem, mas importava para a mãe, que ficava extremamente triste, já que o luto impossibilitava a filha de conhecer homens para casar e cuidar dela. O tempo estava passando e Anabelle já não era mais tão novinha, veja só, ela estava com 19 anos e sem nenhum noivo...
    Mas é então que aparece Josiah. O homem era empregado do pai de Anabelle no banco, tinha boa aparência, era inteligente e tinha classe, além de ser um solteirão cobiçado da cidade. Ele nunca havia querido casar durante toda sua vida, em seus quase 40 anos, mas parece que conhecer Anabelle estava fazendo com que sua perspectiva sobre isso mudasse.
    Em meio a tanta tristeza, Anabelle encontra refúgio na sua maior paixão: a medicina. Seus trabalhos de caridade ajudando pacientes no hospital é que fazem com que Anabelle se encontre e se mostram o meio dela tentar, da melhor forma possível, estar em contato com o que tanto ama. Mas, ela sabia o quanto era distante a possibilidade de algum dia virar médica. Como é que a sociedade veria uma mulher que quisesse estudar assim? As faculdades nem ao menos aceitariam sua inscrição... além do mais, Consuelo (sua mãe) jamais admitiria que a filha trocasse uma vida de mulher de casa para a de uma médica, que não tem tempo para nem ao menos ter filhos.
    Só que a vida de Anabelle vai mudar completamente, depois de muitos acontecimentos, revelações, traições e perdas, ela se vê sem nada que a prendesse em Nova York, o que a faz ter a mais drástica decisão da sua vida: ela iria para Paris, trabalhar como voluntária no front da Primeira Guerra Mundial.
    A partir do momento que peguei esse livro em mãos, tive a sensação de que ele seria especial, de alguma forma.
    Sempre fui fã de romances históricos, adoro o fato de me transportar para épocas remotas e me botar no lugar dos personagens que vivem em uma realidade tão diferente da minha. Além disso, acho incrível quando vejo personagens que são tão futuristas, mesmo vivendo em uma sociedade tão diferente da atual... personagens que sabem pensar com avanço e sair da caixinha de pensamento quase medieval que existia nessas épocas.
   Nunca havia lido algum livro da Danielle Steel, mas a escrita dessa mulher me conquistou logo nas primeiras páginas. Me senti tão envolvida com o livro e os sentimentos da personagem que foi impossível largá-lo, eu precisava saber o que acontecia a qualquer custo. Algo que talvez não tenha sido tão benéfico em um final de semestre da faculdade, mas que me fez perceber o quanto eu estava envolvida com a leitura e o quanto Danielle Steel possui uma fluidez incomparável e uma maneira de escrever mágica. Não é a toa que ela possui tantos fãs pelo mundo. Eu, com certeza, virei um deles.
    Em Uma mulher livre não temos uma protagonista fraca e cheia dos mimimis que se espera da aristocracia dos anos 1910 a 1930. Ela tem uma força de vontade sem igual e uma persistência admirável. Aguentar tudo o que ela passou não foi fácil, mas ela continuou firme e conseguiu passar por cima de tudo, ser feliz e realizar seus sonhos. Ela perdeu muito no caminho, sofreu, se sentiu sozinha, mas em nenhum momento perdeu a fé e a vontade de viver, de fazer dar certo.
    Fiquei chocada enquanto lia o livro e ia acompanhando tudo o que Anabelle ia passando. Normalmente quando gosto tanto de um personagem, me apego de uma maneira que quando ele está sofrendo, eu fico com o coração apertado. E quando ele sofre tanto, como Anabelle sofreu, sinto até mesmo raiva do escritor por estar fazendo isso com o personagem. Foi isso que senti enquanto passava pelas páginas do livro. Em 1/4 da leitura eu já estava suspirando, lá pela metade me sentia agoniada, 3/4 me faltava o ar e, quando finalmente cheguei ao fim, me senti recompensada. Pela leitura incrível, e pelo final esplêndido.
    Não posso terminar essa resenha sem dizer o quanto imploro para que vocês tenham essa mesma experiência que eu. Foi maravilhosa, e eu espero repetir a dose com outros livros da autora.


9 comentários:

  1. Bom dia, Kathleen.
    Chega me deu um apertinho aqui no peito de tanto que a protagonista sofre, isso porque você nem colocou todos os detalhes hen rs.
    Achei a capa linda, e pelo que falou a história consegue nos convencer fácil.
    Vou deixar anotado a indicação, ótima resenha.
    Um beijo

    Te Conto Poesia ♥

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    1. Oii, Camila!
      hahahha simmm, ela sofre e muito, você nem imagina!
      Isso, deixa anotado e leia logo, é um livro maravilhoso <3
      Beijoss

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  2. Deu pra sentir o quanto você gostou do livro enquanto eu lia a resenha haha não é o meu estilo de leitura, mas adorei a resenha e também amo personagens assim, que já quebram tabus mesmo vivendo em uma época cheio deles ^^
    Um beijão,
    Gabi do likegabs.blogspot.com ♡

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    1. Pois é, Gabs hahahah eu amei mesmo e sinto que não seja seu tipo de leitura, porque é um livro espetacular! hahaha
      Beijoss

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Oi Kath!!!
    Fiquei encantada com sua resenha e com a sinopse deste livro. Pelo visto você amou muito mesmo, adorei saber disso! rsrs.
    Adoro quando os autores mesclam realidade com ficção em suas histórias, isso dá um ar bem especial ao livro, com certeza vou querer conhecê-lo. Também nunca li nada dessa autora, mas sua empolgação me cativou!
    Beijos
    Blog Leitura Virtual
    http://www.blogleituravirtual.com/2016/07/entrevista-com-luisa-soresini-parte-2.html

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    1. Oi, Mari!
      eu também adorooo quando isso acontece, sempre sinto como se a história é real e isso me faz sentir bem mais ligada com os personagens... é bem especial, como você disse.
      Beijosss

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  5. Olá, tudo bem? Eu simplesmente amei a capa desse livro, desde que a vi, pois sou a louca quando se trata de Paris. Apesar de a capa ser linda e tal, não sei se leria o livro, pois é muito drama para o meu gosto...

    Beijos,
    Duas Livreiras

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    1. ahahah entendo seu ponto, Larissa... é realmente muito drama, mas não posso falar nada porque adoro ahaha
      Beijosss

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Obrigada pelo seu comentário! sua opinião é muito importante aqui no Vida em Marte, vou ler e responder com carinho ;)

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