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05 abril 2016

O Guardião do Tempo - Mitch Albom


    Dhor sempre foi obcecado por enumerar coisas. Quando percebeu um padrão entre o nascer e o pôr do sol- que se repetiam um após o outro, infinitamente -, ele aprendeu a contar os dias. Ao descobrir que a lua mudava de forma e depois voltava ao seu formato original, passou a contar os meses.
   Sem saber, movido por uma curiosidade ingênua, Dhor estava aprisionando a maior dádiva de Deus: o tempo. E pagaria um preço alto por isso, sendo banido para uma caverna durante seis milênios.
   Imune aos efeitos dos anos, passava seus dias sozinho, forçado a ouvir as vozes das pessoas implorando por mais minutos, mais dias, mais anos - querendo esticar os momentos de felicidade e encolher os instantes de sofrimento.
    Depois de compreender o mal que havia criado ao fazer a vida girar em torno de um relógio, Dhor é mandado de volta à Terra com uma missão: ensinar a duas pessoas o verdadeiro sentido do tempo.
     Ele escolhe uma adolescente desiludida, prestes a pôr fim à própria vida, e um homem de negócios rico e poderoso que pretende desafiar a morte e viver para sempre.
     Cada um à sua maneira, eles precisam entender que o tempo é um dom precioso, que não pode ser desperdiçado nem manipulado. Para salvar a própria alma e concluir sua jornada, Dhor precisará salvá-los. Antes que o tempo se esgote - para todos.

   De uma forma simplificada, o livro conta a história de Dhor, que é o primeiro ser humano a contar o tempo, lááá na antiguidade. Com essa "descoberta", ele atrai a atenção de um rei que lhe pede para fazer um trabalho. Dhor nega e é expulso do seu lar. Longe de casa, a mulher que ama adoece e vêm a falecer, o que o deixa sem chão e o faz tirar satisfação com Deus e lhe pedir mais tempo. É aí que sua punição começa, ele é obrigado a viver 6.000 anos em uma caverna, escutando os pedidos das pessoas por mais tempo.
   Após todos esses anos, ele entende o significado do tempo e recebe uma oportunidade de ser perdoado. Dhor deve achar duas almas, uma que pede por mais tempo e outra que pede por menos tempo, e convencê-las a mudar de ideia. Para isso, escolhe Sarah, uma adolescente que resolve se matar após uma desilusão amorosa, e Victor, um velho rico, que está morrendo, mas pretende viver para sempre.
   Quando comprei esse livro há dois anos atrás, não conhecia o autor, li a sinopse, achei que era um livro de ficção comum, que falasse de um deus do tempo, ou coisa parecida, que ensinava às pessoas sobre o tempo e gostei. Não dei muita bola e resolvi lê-lo por agora.
   Ledo engano, meus amigos, ledo engano. Esse livro traz uma lição de vida sensacional. E eu percebi isso logo no começo dele. Já nos primeiros capítulos, o autor te faz pensar sobre seus atos do dia a dia. E é assim o livro todo, até o epílogo. Quando percebi isso, resolvi dar uma olhada no autor e descubro que Mitch Albom também é autor do livro "As Cinco Pessoas Que Você Encontra no Céu" que virou filme e, por incrível que pareça, me chamou a atenção anos atrás e é um dos filmes que tenho vontade de ver, justamente pela lição de vida que pode passar. E o Mitch faz isso sem enrolar, o livro é pequeno, com capítulos bem curtos - como eu gosto -, a história é suscinta, ele não inventa muito, é como se cada palavra devesse estar ali, nenhuma a mais.
   Não sou uma pessoa religiosa, mas vejo que essas histórias têm muita coisa por trás delas, muito a ensinar para qualquer um sobre bondade, amor, família, sinceridade, sobre por quem vale a pena lutar e se sacrificar e muito mais, só depende do jeito que a pessoa vê esses ensinamentos - uns resolvem ver como uma mensagem de Deus, enquanto outras decidem retirar apenas o ensinamento e praticá-los, mas não é isso que eu quero passar aqui -. Independente disso, acredito que tenha sido um dos livros que mais acrescentaram à minha vida.
   Se você não ver a mensagem do livro, acredito que seja um livro chato, mas, se você se deixar enxergar essa mensagem, no mínimo, vai te fazer refletir.
                                                                        Post pelo colaborador: João Victor Krüger

2 comentários:

  1. Sempre que fui na livraria e vi este livro achei a capa linda, mas nunca pensei que pudesse me interessar. Mas agora com a resenha que fizeram, fiquei encantada!
    Não deixarei passar da próxima vez hahaha
    Beijos
    http://www.blogleituravirtual.com/

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  2. Oi, Marina

    Eu também fiquei muito tempo desejando o livro por causa da capa até comprar de vez hahaha, e depois de comprar ainda demorei mais um tempo pra ler, mas valeu a pena. Que bom que despertei o interesse shauhsa.

    Beeijos.

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Obrigada pelo seu comentário! sua opinião é muito importante aqui no Vida em Marte, vou ler e responder com carinho ;)

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