Logo



Posts Recentes



17 agosto 2016

A Garota do Calendário, Janeiro - Audrey Carlan

    Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.

   Mia Saunders tem 24 anos e uma grande dívida pra pagar, recorrer a sua tia é sua última opção, apesar dela saber que a probabilidade de conseguir juntar esse dinheiro no pouco tempo que tem é muito maior trabalhando na empresa da tia, como acompanhante de luxo.
   Se vestir adequadamente, ter bons modos, saber conversar e ser simpática... tudo isso parece bobagem e nada a cara de Mia, uma motoqueira que adora falar palavrão, mas logo ela se mostra muito boa na habilidade de aprender, o que faz com que tudo seja muito mais fácil. Claro que a vida de acompanhante de luxo não é a moleza que ela pensava ser, mas com certeza Wes e sua família deixaram tudo mais fácil.
   Wes é um famoso roteirista de Malibu, é alto, sarado, bronzeado e muito, muito rico. Ficar um mês na grande mansão de Wes não pareceu um grande desafio, e a única tarefa de Mia era acompanhá-lo a eventos e fingir ser sua namorada, afinal, nessas festas ele precisava fazer contatos de negócios, Mia tinha que manter as urubus de salto alto e maquiagem extravagante longe dele.
   E não, o sexo não é parte obrigatória do trabalho, mas, se ele rolar, Mia recebe uma espécie de bonificação, um 20% a mais que pode ajudá-la e muito. E também, não é como se fazer sexo com Wes fosse um grande sacrifício, não é mesmo?
   A Garota do Calendário se mostrou o livro que eu já esperava que fosse: fácil de ler, curto (ele tem só 144 páginas) e muito sensual. A leitura não tomou nem um dia inteiro meu, e foi muito gostosa.
Além disso, a personagem principal é uma personagem muito cativante, destemida, que deu a cara a tapa pelo amor que tem pelo pai. É uma personagem muito forte e que procura apenas relacionamentos simples, nada de prisão, nada de rolos complicados... viva a essa mulher do Séc. XXI!
   Tudo isso sem falar que, conforme a gente vai lendo o livro e passando por todas as situações com a Mia, vamos entendendo o que é a vida de uma acompanhante de luxo, sendo fácil ou não na nossa perspectiva, o fato é que a nossa cabeça muda muito em relação a tudo isso. No final pode ter gente que antes "não aceitava" e talvez possa continuar "não aceitando" que essa vida seja digna, mas é impossível terminar esse livro sem entender a situação e com a mente um pouco mais aberta.
   Esse livro foi só o primeiro de doze, onde cada um representa um mês com quem a Mia vai passar, sendo acompanhante. Ao final desse ano de trabalho é que vamos saber se Mia conseguiu o dinheiro para pagar sua dívida ou não, e se ela acabou se apaixonando no meio desse longo caminho. Enquanto isso, durante esses doze livros, espere muita sensualidade e momentos quentes!

10 agosto 2016

A Geografia de nós dois - Jennifer E. Smith


  Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo… E é a meio caminho que ambos se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir…  Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? 

   Lucy está sozinha em casa, os pais foram viajar para a Europa e seus dois irmãos se mudaram para fazer faculdade, e seus dias são cheios de solidão, mesmo que ela as vezes nem se dê conta disso. É então que um grande blecaute na cidade de Nova York faz com que ela fique presa no elevador do seu prédio com um garoto muito calado e misterioso. 
   Owen odiava Nova York, a cidade da agitação, da falta das práticas de boa-vizinhança... o lugar o qual ele sabia que não pertencia. Mas, alguém estava querendo, e muito fazer seu pensamento sobre essa grande metrópole mudar. A garota do elevador é fofa, quieta e simpática, mas a tragédia recente que aconteceu na vida de Owen não o deixa tão receptivo para o amor. 
   Mas, no meio do apagão, não resta muito a Owen e Lucy além de conversarem e ficarem juntos no caos que está a cidade, mesmo depois de serem resgatados do elevador. Tão rápido quanto surgiu, logo essa grande amizade é balançada. Lucy deve ir pra Europa com os pais, enquanto Owen começa uma longa jornada com o pai por todos os Estados Unidos procurando um lugar pra chamar de lar. 
   Apesar da distância, a amizade e o amor que Lucy e Owen sentem um pelo outro continua. Claro que muitas coisas mudam na vida de ambos... escola nova, amigos novos, paixões novas... ainda assim, eles sabem que se pertencem.
       A Geografia de nós dois é daqueles livros que chegam com uma temática despretensiosa, simples, mas que conquistam pela leitura divertida, fofa e fácil. A Jennifer já é uma das autoras que sei que posso recorrer quando quero um livro pra relaxar, pra adoçar minhas leituras, e em A Geografia de nós dois achei uma história e personagens que foram perfeitos pra isso. A graciosidade do amor de Owen e Lucy me conquistou de tal forma que eu demorei nessa leitura, eu simplesmente não queria que essa história acabasse.
   Mas, mesmo com a premissa simples e a escrita leve, nesse livro temos alguns acontecimentos e abordagens mais pesadas, como a tragédia que aconteceu na vida de Owen. Foi algo que me fez refletir por muito tempo, que me fez ficar triste pelo personagem e seu pai. Um outro exemplo é a solidão em que a Lucy vive, com pais ricos que, apesar de os amarem, vivem viajando sozinhos e não dão a atenção que os filhos precisam. 
   O romance de Lucy e Owen não é daqueles arrebatadores, ardentes... é um amor mais tranquilo, vindo de uma amizade, um sentimento que está sendo descoberto pra primeira vez por ambos, por isso que talvez durante a leitura a gente possa achar que está indo devagar demais, ou algo nesse sentido. Mas é só lembrar que a situação se trata de dois jovens em processo de descoberta dos seus sentimentos. É um amor fofo, não ardente.
   Gosto da possibilidade que a Jennifer traz em seus livros. A possibilidade de que esse romance seja real, que possa acontecer ou que já tenha acontecido com alguém. Não é nada muito fantasioso, não é uma história com mil e uma reviravoltas e situações mirabolantes, o que deixa tudo tão real que eu poderia apostar que um dia vou andar por Nova York e passar pela Lucy e pelo Owen.
   Por fim, não posso deixar de comentar essa edição linda, que foi uma adaptação da americana. Achei maravilhosa essa capa, que super combina com a história! Ah, e as páginas amareladas deixaram tudo melhor, como sempre <3 


29 julho 2016

Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello - Chris Grabenstein

     
     Conseguir um convite para a noite de inauguração da nova biblioteca da cidade exigiu de Kyle Keeley muito trabalho e uma pitada de sorte. O que ele não sabe é que entrar é a parte fácil. Para sair de lá, ele vai precisar de bem mais do que sorte ou inteligência. Tente você também desvendar este mistério!

     Kyle Keeley tem doze anos e não gosta muito de estudar, nem de esportes. Irmão mais novo de Mike, um exímio atleta, e de Curtis, um gênio adolescente, Kyle vê nos jogos de tabuleiro a chance de superar seus irmãos em alguma coisa.
      Seu ídolo é Luigi Lemoncello, um famoso inventor de jogos (de tabuleiros, de vídeo-games, todos os tipos). Ao descobrir que ele é o responsável pela abertura da nova biblioteca da cidade, Kyle fará de tudo pra ganhar a promoção de inauguração para ganhar prêmios e conhecer seu ídolo. A promessa de diversão durante uma noite inteira se torna realidade, mas quando o dia amanhece e os participantes acordam, veem que as portas continuam trancadas e têm que descobrir uma maneira de sair de lá, seguindo pistas, no mais novo jogo do Sr. Lemoncello.
      O livro começou com uma decepção pra mim. Apesar de nunca ter lido nada de Grabenstein e de nem sequer conhecê-lo, resolvi ler este livro pela promessa de ter enigmas para se desvendar. E de fato tinha, mas como o livro é infanto-juvenil, tais enigmas não eram tão difíceis ou tão bem elaborados.
     Isso não quer dizer que não gostei do livro, pois ele traz alguns pontos interessantes. Justamente por ser infanto-juvenil, sua leitura é fácil e rápida, com uma narração simples e direta e com capítulos curtos fazendo a minha alegria.
   Por se passar em uma biblioteca, não faltam citações de diversos livros durante a história, principalmente clássicos como Sherlock Holmes, 1984, Dom Quixote, Os Três Mosqueteiros, entre outros, ressaltando a importância da leitura como complemento ao aprendizado moral dos jovens.
     A importância do trabalho em equipe e o repúdio à arrogância e ao egoísmo também são trazidos à tona, tendo grande influência no resultado final da disputa.
     Em relação à capa, eu achei muito legal, tendo relação com a história e com o público-alvo.
  Eu acho que o livro é bem interessante para quem está começando no mundo dos livros, principalmente para pré-adolescentes e adolescentes. Mas nada impede que qualquer um que curta esse tipo de história ou que queira uma folga de leituras maçantes leia e acabe gostando.


Post pelo colaborador: João Victor Krüger

20 julho 2016

Uma mulher livre - Danielle Steel

    Dos deslumbrantes salões de baile de Manhattan para os horrores da Primeira Guerra Mundial,       Danielle Steel nos leva para um mundo fascinante de uma jovem de espírito indomável. Nascida numa vida de luxo e glamour, Annabelle Worthington carrega o sobrenome, e a nobreza, de uma das famílias mais influentes de Nova York. Até que, num dia cinzento de abril, o Titanic afunda, levando junto o seu mundo. Seus pais e seu irmão mais velho estavam na viagem inaugural do majestoso navio, e apenas sua mãe sobreviveu. Para tentar confortar seu coração, Annabelle se voluntaria para trabalhar em um hospital, ajudando a cuidar dos enfermos, onde descobre sua verdadeira vocação. E, quando um homem nobre a pede em casamento, ela acredita que, enfim, voltará a ter dias felizes. Porém, novamente, o destino lhe prega uma peça, colocando-a no centro de um escândalo. Para fugir da tristeza que sua vida se tornou, ela vai para a Europa trabalhar no front da Primeira Guerra Mundial, ajudando a salvar os feridos. Na França, no auge do conflito, Annabelle consegue realizar um grande sonho: estudar medicina. O problema é que, mais uma vez, sua fé é colocada à prova, e ela precisará tentar retirar forças de uma grande tragédia se quiser renascer para uma nova vida. Com uma narrativa de tirar o fôlego e repleta de detalhes históricos, Danielle Steel nos apresenta uma de suas personagens mais fascinantes e singulares, e sua história inspiradora de dignidade, coragem e amor pela vida.

    Anabelle é uma garota doce, inteligente, com bons modos e muito sorridente, além de ser de uma das famílias mais ricas de Nova York. Seu baile de debutante fora maravilhoso, mas pouco tempo depois ela contraiu uma doença, o que a impossibilitou de frequentar festas e outros tipos de sociais para conhecer seus pretendentes. A impossibilitou, também, de ir viajar com os pais para a Europa, uma viagem fantástica que teria uma finalização luxuosa e cheia de expectativas: eles voltariam com o mais novo e cobiçado navio da época, na primeira viagem do RMS Titanic.
    Descobrir o naufrágio do navio onde estavam seus pais e seu irmão mais velho foi algo que acabou de vez com as forças da jovem, mas ela não perdeu esperanças. Permaneceu com fé de que estariam todos bem até o último segundo, até mesmo no momento em que viu sua mãe no cais, voltando sozinha para terra firme.
    Com o luto, Anabelle teve que passar mais um tempo em casa, sem ir à festas e vestindo apenas preto por um ano. Não que isso importasse para a jovem, mas importava para a mãe, que ficava extremamente triste, já que o luto impossibilitava a filha de conhecer homens para casar e cuidar dela. O tempo estava passando e Anabelle já não era mais tão novinha, veja só, ela estava com 19 anos e sem nenhum noivo...
    Mas é então que aparece Josiah. O homem era empregado do pai de Anabelle no banco, tinha boa aparência, era inteligente e tinha classe, além de ser um solteirão cobiçado da cidade. Ele nunca havia querido casar durante toda sua vida, em seus quase 40 anos, mas parece que conhecer Anabelle estava fazendo com que sua perspectiva sobre isso mudasse.
    Em meio a tanta tristeza, Anabelle encontra refúgio na sua maior paixão: a medicina. Seus trabalhos de caridade ajudando pacientes no hospital é que fazem com que Anabelle se encontre e se mostram o meio dela tentar, da melhor forma possível, estar em contato com o que tanto ama. Mas, ela sabia o quanto era distante a possibilidade de algum dia virar médica. Como é que a sociedade veria uma mulher que quisesse estudar assim? As faculdades nem ao menos aceitariam sua inscrição... além do mais, Consuelo (sua mãe) jamais admitiria que a filha trocasse uma vida de mulher de casa para a de uma médica, que não tem tempo para nem ao menos ter filhos.
    Só que a vida de Anabelle vai mudar completamente, depois de muitos acontecimentos, revelações, traições e perdas, ela se vê sem nada que a prendesse em Nova York, o que a faz ter a mais drástica decisão da sua vida: ela iria para Paris, trabalhar como voluntária no front da Primeira Guerra Mundial.
    A partir do momento que peguei esse livro em mãos, tive a sensação de que ele seria especial, de alguma forma.
    Sempre fui fã de romances históricos, adoro o fato de me transportar para épocas remotas e me botar no lugar dos personagens que vivem em uma realidade tão diferente da minha. Além disso, acho incrível quando vejo personagens que são tão futuristas, mesmo vivendo em uma sociedade tão diferente da atual... personagens que sabem pensar com avanço e sair da caixinha de pensamento quase medieval que existia nessas épocas.
   Nunca havia lido algum livro da Danielle Steel, mas a escrita dessa mulher me conquistou logo nas primeiras páginas. Me senti tão envolvida com o livro e os sentimentos da personagem que foi impossível largá-lo, eu precisava saber o que acontecia a qualquer custo. Algo que talvez não tenha sido tão benéfico em um final de semestre da faculdade, mas que me fez perceber o quanto eu estava envolvida com a leitura e o quanto Danielle Steel possui uma fluidez incomparável e uma maneira de escrever mágica. Não é a toa que ela possui tantos fãs pelo mundo. Eu, com certeza, virei um deles.
    Em Uma mulher livre não temos uma protagonista fraca e cheia dos mimimis que se espera da aristocracia dos anos 1910 a 1930. Ela tem uma força de vontade sem igual e uma persistência admirável. Aguentar tudo o que ela passou não foi fácil, mas ela continuou firme e conseguiu passar por cima de tudo, ser feliz e realizar seus sonhos. Ela perdeu muito no caminho, sofreu, se sentiu sozinha, mas em nenhum momento perdeu a fé e a vontade de viver, de fazer dar certo.
    Fiquei chocada enquanto lia o livro e ia acompanhando tudo o que Anabelle ia passando. Normalmente quando gosto tanto de um personagem, me apego de uma maneira que quando ele está sofrendo, eu fico com o coração apertado. E quando ele sofre tanto, como Anabelle sofreu, sinto até mesmo raiva do escritor por estar fazendo isso com o personagem. Foi isso que senti enquanto passava pelas páginas do livro. Em 1/4 da leitura eu já estava suspirando, lá pela metade me sentia agoniada, 3/4 me faltava o ar e, quando finalmente cheguei ao fim, me senti recompensada. Pela leitura incrível, e pelo final esplêndido.
    Não posso terminar essa resenha sem dizer o quanto imploro para que vocês tenham essa mesma experiência que eu. Foi maravilhosa, e eu espero repetir a dose com outros livros da autora.


11 julho 2016

Wishlist de lançamentos Julho

Oi, gente amada! Vim aqui, mais uma vez, pra mostrar pra vocês os meus desejados do mês, são livros incríveis, então vou ter que me segurar pra esse post não ficar gigantesco hahahaha Olha só:

1. Uma Garota de Muita Sorte 

Ani FaNelli passou por uma terrível humilhação na adolescência, que a deixou desesperada para se reinventar. Mas, agora ela é uma profissional bem-sucedida, com um armário invejável e um noivo lindíssimo. Ela está prestes a viver a vida perfeita que sempre quis, não fosse seu terrível segredo, o segredo que faz com que essa vida perfeita seja uma perfeita mentira. Uma garota de muita sorte rendeu à estreante Jessica Knoll comparações com sucessos como Garota Exemplar, de Gillian Flynn, e A garota do trem, de Paula Hawkin, e será adaptado para o cinema por Reese Witherspoon. Imagina só se eu não ia amar e ficar looooouca pra ler esse livro?!

2. O navio das noivas 

É terminada a Segunda Guerra Mundial e chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Mais uma vez JoJo lança um livro que me encanta demais, o motivo? A união de romance e história... juro pra vocês, é uma combinação perfeita pra mim hahaha Quero ler pra ontem!

3. O adulto 

Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes. Certo dia, ela atende Susan Burkes, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação. No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance. Gillian Flynn é o tipo de escritora que eu leria até a lista de supermercado haha então a cada livro novo dela eu vibro e acrescento na listinha, é inevitável...

4. Apenas um Garoto 

Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa. Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco. O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros. Nunca li um livro com uma premissa sequer parecida com essa, fiquei super curiosa assim que soube do lançamento, espero muito ler e logo!

5. Pax 

Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Pax me trouxe a impressão de ser um livro fofo e cheio de lições. Nada melhor do que, pra minimizar um pouco o clima pesado da guerra, acrescentar um menino e sua paixão por seu animal de estimação, ainda mais se ele for uma raposa <3 <3

6. Confissões do Crematório  

Ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração. A exposição constante à morte mudou completamente sua forma de encarar a vida e a levou a escrever um livro diferente de tudo o que você já leu sobre o assunto. Confissões do Crematório reúne histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos históricos, mitológicos e filosóficos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, ela desmistifica a morte para si e para seus leitores. Não é segredo que eu amooooo os livros da DarkSide, e esse é um daqueles que eu jamais imaginei que fosse ler, mas fiquei curiosa demais! hahaha Foi pra listinha, é claro!

UFA! hahaha Fala sério, gente, a cada wishlist de lançamentos que eu faço, mais pobre eu me sinto, porque sei que não vou resistir a tanto livro bom <3 Então, me digam, qual desses vocês acrescentariam na listinha de vocês? Me contem se tem algum lançamento imperdível que eu não mencionei aqui!

02 julho 2016

Além-Mundos - Scott Westerfeld

   Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão. Eu estou morta, eu estou morta… No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entremundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.

   Em primeiro lugar, devo dizer que a sinopse desse livro é um tanto confusa! Se vocês lembrarem, em um post de wishlist, mencionei que estava querendo muito ler esse novo livro do Scott Westerfeld e que ele tratava, em poucas palavras, de uma escritora que, de alguma forma (talvez no Além-Mundos?) se encontrava com a sua personagem. Eu estava completamente enganada sobre a premissa desse livro! Apesar dele realmente tratar as histórias tanto da Lizzie, uma personagem de um livro, quanto da Darcy, a escritora do tal livro e criadora de Lizzie, não há, em nenhum momento, um encontro entre essas duas personagens de Scott Westerfeld. No entanto, vemos que realmente, conforme vai passando o tempo, ambas crescem e amadurecem muito. 
   Dito isso, a próxima informação que devo dizer é a mais importante de todas: esse livro me conquistou, e isso foi de tantas formas que fica até difícil falar! Com toda certeza uma das melhores leituras do ano! 
   Em Além-Mundos conhecemos Darcy, uma jovem escritora que ao invés de ir pra faculdade, foi pra Nova York depois de conseguiu um contrato muito bom com uma editora. A partir disso, Darcy nos mostra os bastidores do mercado editorial, conhece seus escritores favoritos, nos mostra como as coisas funcionam, tudo com diálogos ótimos e comentários incríveis e ácidos sobre o universo dos livros e escritores YA. 
   Conforme passam os capítulos, a personagem vai amadurecendo, aprendendo como morar sozinha e, como não poderia faltar, aprendendo mais sobre o amor. Em meio a tantos aprendizados e dúvidas, Darcy também se vê em conflitos para melhorar sua escrita e, principalmente, como fazer com que sua família não fique brava por ela ter tornado um dos deuses da sua religião, a hindu, em um galã YA.  
   Conhecemos também a Lizzie, personagem do livro de Darcy (ei, quem mais percebe a referência  austeniana logo de cara? hahahah). Enquanto está no aeroporto esperando seu voo decolar, ela sofre uma das maiores tragédias de sua vida. O aeroporto é invadido por terroristas, que atiram pra todos os lados e só querem matar todos os presentes no local, a única alternativa de Lizzie é se fingir de morta, o que ela faz tão bem que acaba despertando habilidades, poderes, como você preferir chamar, que ela nem fazia ideia que tinha. Ser capaz de vez fantasmas não é nada fácil, ainda mais descobrir que você é um ceifador de almas e, sendo assim, é responsável por guiá-las pelo Além-Mundos. Tudo isso seria ainda mais caótico se Lizzia não recebesse a ajuda de Yama. 
   Em capítulos alternados entre as duas personagens, Scott Westerfeld nos prende a cada página lida. Ver o quanto a Darcy amadurece como escritora é sensacional, até porque, ao mesmo tempo que vemos o amadurecimento da escritora, vemos uma progressão maravilhosa da história de Lizzie, a personagem. 
   Além-Mundos é um livro sobre uma escritora e sua personagem. Um livro sobre escrever e ser escrito. Com duas histórias diferentes mas que possuem seu vínculo, contadas em palavras tão bem elaboradas que não fazem com que nada fique confuso, difícil de entender. Com toda certeza é daqueles livros inesquecíveis, com um desenvolvimento perfeito e intrigante. 
   Ah, e se você que está lendo essa resenha tem paixão por escrever, então esse livro é leitura obrigatória! Você não vai receber instruções chatas de como funciona um mercado editorial, mas vai ver alguns lados desse mundo, o que é muito legal. Além disso, é muito interessante pensar que, enquanto a vida de Darcy ia tomando outros rumos, a história de Lizzie também era influenciada, o que nos faz ver o quanto das suas próprias vidas os escritores levam para seus livros... não é sensacional pensar sobre isso? 



30 junho 2016

Rompendo limites: Como um jovem inovador revolucionou o diagnóstico do câncer - Jack Andraka com Matthew Lysiak



     Jack Andraka não é apenas um exemplo de sucesso mundial arrebatador: é, também, um exemplo de superação. O adolescente venceu a depressão e a homofobia, encontrando na ciência a força para perseverar e resolver seus problemas. Rompendo limites - Como um jovem inovador revolucionou o diagnóstico do câncer vai inspirar os jovens a lutarem pelo direito de serem levados a sério e seguirem seus próprios sonhos.
   Depois de perder um amigo da família para o câncer de pâncreas, Andraka decidiu criar uma maneira mais ágil e acessível de diagnosticar a doença. Mesmo apresentando um estudo detalhado sobre o seu método, Jack foi rejeitado por muitos pesquisadores que duvidaram de sua capacidade. Mas, quando já estava perdendo a fé no sucesso de seu projeto, sua ideia finalmente foi aceita por um laboratório de pesquisa.
     O teste desenvolvido por ele detecta precocemente o câncer de pâncreas, de ovário e de pulmão, e tem o potencial de ser acima de 26 mil vezes mais barato e mais de quatrocentas vezes mais sensível que o teste padrão utilizado pelos médicos atualmente! Jack tinha 15 anos na época dessa descoberta e revolucionou o mundo da ciência.
    Transformando a dor em combustível para novas ideias, Andraka revela em Rompendo limites o poder de uma mente jovem e criativa. Com dicas e experiências, este livro mostra que cada um de nós pode mudar o mundo - só precisamos de coragem para tentar!

     Aqui temos a história de vida de Jack Andraka contada por ele próprio, um jovem estadunidense de apenas 19 anos. O principal foco do livro é o projeto que Jack fez aos 15 anos: o desenvolvimento de um método mais rápido, fácil e barato para a detecção de cânceres de pâncreas, ovário e pulmão, pelo qual ganhou diversos prêmios - inclusive o Gordon E. Moore, principal prêmio da Intel International Science and Engineering Fair, uma das principais feiras de ciências do mundo - e conheceu figuras importantes como os casais Bill e Hillary Clinton e Barack e Michelle Obama.
     Apesar do foco do livro ser esse, ele conta a trajetória de Jack desde criança, dando ênfase na sua vida acadêmica com seus diversos projetos premiados e na descoberta da sua orientação sexual, mostrando as adversidades enfrentadas por ter se declarado homossexual.

     Livros de biografia não são a minha primeira escolha, nem me chamam tanto a atenção - apesar de eu ter alguns -, mas como trabalho com câncer na faculdade e a meta é continuar nessa área depois, meu espírito científico de curiosidade foi maior.
    O livro é pequeno, tanto no tamanho quanto no número de páginas, o que torna a leitura mais curta. Os capítulos são curtos e a narrativa é bem leve, o que faz a leitura ser mais fácil ainda e, apesar de ele escrever sobre os projetos científicos, a abordagem é de forma simples, de modo que mesmo pessoas não acostumadas com o tema consigam ter uma noção.

     É interessante também a inspiração que o livro passa sobre conseguir alcançar os seus propósitos em meio às dificuldades e se tornar exemplo, principalmente no meio científico - ainda mais trazendo isso para o Brasil, onde a educação e a ciência são jogadas de lado.
    E ainda tem a abordagem mais pessoal, da descoberta sexual de Jack, sobre os desafios que ele teve que passar por conta do preconceito sobre sua homossexualidade. Isso pode servir de inspiração e ajuda para jovens que passem pela mesma situação que ele passou - que foi bem difícil -, e de lição para que os agressores entendam o que se passa quando uma pessoa é agredida dessa forma.

    O livro tem 221 páginas, mas a história em si vai até a página 178. Depois disso tem alguns anexos, como dicas para fazer cálculos matemáticos mais rápido, dez experiências para se fazer em casa, além de informações sobre bullying, sobre a comunidade LGBT e de prevenção ao suicídio, entre outras coisas.

Post pelo colaborador: João Victor Krüger
Pin It button on image hover