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26 setembro 2016

A Mediadora, Lembrança - Meg Cabot


   10 anos depois dos acontecimentos de Crespúsculo, Suzannah e Jesse agora dividem a vida como adultos (ou pelo menos, boa parte como adultos). Jesse já está em seus 28 anos, sendo residente de medicina e ajudando e noivo da sua lindíssima salvadora Suzannah, prestes a se formar em medicina e trabalhando em seu primeiro estágio, não remunerado, por sinal, na sua antiga escola, como conselheira.
   É nesse trabalho que Suze encontra um fantasma de uma garotinha, daqueles fantasmas superprotetores, que se agarram em alguém e mostram sua grande força quando esse alguém é ameaçado por algo. Essa pequena fantasma, Lucia Martinez, morreu de forma trágica e é com isso que Suze tem que lidar, descobrir por que Lucia continua nesse mundo e porque ela se agarra a uma menina da escola.
   Mas, não temos apenas esse problema. Nesse livro temos o retorno do nosso querido (er, ou eu diria odiado?) Paul Slater. Agora Paul é milionário e mais decidido do que nunca, a ficar com Suzannah. Claro que ele não possui maneiras tradicionais de conseguir o que quer. Paulo é um grande de um chantagista, como sempre foi, e quer trocar a não demolição da antiga casa dela, a casa onde, centenas de anos atrás, Jesse foi assassinado, a casa onde o fantasma de Jesse estava ligado. E essa demolição, segundo ele, acabaria com toda a personalidade e a pessoa viva que temos de Jesse agora, pela presença de Suzannah em sua cama.
   Falando em presença na cama, esse é mais um dilema do casal Jesse e Suze: Jesse, como um belo cavalheiro do século retrasado, não quer tomar Suze como sua mulher (um modo mais sutil e polido de dizer: não quer transar ainda) antes do casamento, ou pelo menos antes de terminar sua residência e poder garantir um futuro pra ela. O que, claramente, deixa a personagem que tanto conhecemos, subindo pelas paredes, mais do que furiosa.
   Em A Mediadora, Lembranças, nós temos uma Suze adulta, mas com as mesmas características e ações que nós poderíamos facilmente atribuir pra Suze de 16 anos. Talvez tenha faltado um pouco de maturidade para essa Suze do presente, mas eu meio que já esperava que ela jamais deixaria de lado sua irresponsabilidade e imaturidade.
   Ahh, tem livros que eu quase não me contenho de ansiedade pra finalmente falar pra vocês. Acontece que não tem como não ficar suuuper empolgada quando a gente fala de um livro que termina uma série que você pensou ter acabado em 2004, não tem como não ficar super empolgada quando você resgata esse sentimento maravilhoso de quando lia uma das suas séries favoritas, uma das suas escritoras favoritas, não tem como não ficar empolgada lendo algo que te traz tanta... nostalgia!
   Falar do sétimo livro de uma série não é tarefa fácil, ainda mais para pessoas que ainda não leram nenhum dos livros que o precedem. Mas Lembrança é um livro diferente e vou dizer por que: Mesmo que você não tenha lido os livros anteriores da série e ele de fato ser uma continuação, você pode ler e se deliciar com essa escrita maravilhosa, existem controvérsias a isso, mas vou dizer que eu mesma li esse livro sem reler e relembrar os fatos dos livros anteriores. Claro que eu já tinha familiaridade com os acontecimentos, mas a todo momento me coloquei no lugar de quem estava lendo pela primeira vez e, se você sabe um geral do que se trata a série, consegue, sim, ler o livro tranquilamente. Quem sabe você não faz o inverso? Começa pelo último e percebe o quanto a série é maravilhosa... Novamente, reitero que existem referências dos livros anteriores ali, claro que você vai ficar com algumas perguntas de curiosidade, mas nada que vai deixar o livro chato de se ler e entender.
   E para os fãs... ah, meus queridos, esse livro caiu como um final incrível, um desfecho arrebatador e finalmente conseguiu suprir as nossas necessidades pra saber sobre o futuro de Jesse e Suzannah. Fiquei muito feliz pelo rumo que tudo tomou e agradeço demais à essa autora maravilhosa que tanto admiro por, enfim, completar esse espacinho que faltava no meu coração.
   Acho que não dá pra negar o quanto eu gosto dessa história que, quando eu li, muito tempo atrás, era muito diferente de tudo que eu havia lido antes. Essa série que fez meu coração palpitar anos atrás e voltou a fazer isso agora, em pleno 2016. Não dá pra esconder o quanto eu amo a Meg e suas histórias. É fato. Faz parte da minha vida desde sempre.
   Só me resta pedir para que leiam esses livros maravilhosos. Posso garantir que não vai faltar aventuras incríveis durante os 7 livros. E para os já fãs da série: leiam e se apeguem ao final da Suze, era o que a gente queria, acreditem, mesmo crescida ela nunca deixou sua essência Suze de ser.



16 setembro 2016

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi - Joachim Meyerhoff

   Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos.
Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

   Em "Como finalmente voltará a ser como nunca foi" temos um cenário um tanto quanto diferente: um hospital psiquiátrico. É lá que Joachim vive, mas não porque possui problemas mentais ou algo do tipo. Seu pai é médico no hospital e a sua família simplesmente vive na propriedade, na casa principal, em meio a toda loucura. 
   Mas, é uma loucura boa, diga-se de passagem. Nesse livro conhecemos personagens incríveis que estão no hospital para se sentirem melhor, mas que, apesar de todos os diagnósticos, são pessoas maravilhosas e muito curiosas. A loucura que Joachim vive não é por conta de qualquer doença que possa o rodear e sim porque ele tem, com toda certeza, uma das maiores famílias que existe: seus dois irmãos, sua mãe, seu pai e os pacientes. 
   Nesse livro não temos um grande acontecimento. A rotina do hospital psiquiátrico é narrada de forma leve e elaborada, apresentando os pequenos ou grandes acontecimentos de cada dia e de forma muito especial porque é tudo visto pelos olhos de um garoto de 7 anos de idade. Joachim é curioso, é falante, uma criança de forte personalidade e que eu gostaria muito de conhecer pessoalmente!
   O que mais me chamou a atenção durante a leitura foi a própria família do menino. Viver dentro de uma instituição psiquiátrica e ter que administrá-la não deve ser fácil, mas a medida do possível eles tentam levar a vida como se morassem em um bairro familiar qualquer. 
   Apesar de serem considerados sãos, cada um vive e possui sua pequena loucura. A começar pelo próprio pai de Joachim, o médico que trata dos diagnósticos mas que, em casa, não quer saber de conversar e seus momentos são preenchidos por jornais e livros, é claro que a gente conhece pessoas assim, e será que isso não seria um tipo de loucura? Já a mãe de Joachim é uma mulher com personalidade tanto quanto fraca, sempre atarefada com os afazeres domésticos e com seus sonhos de um dia conhecer a tão ensolada Itália. E os irmãos mais velhos... ah, esses pestinhas... Cada um com sua característica marcante tenta ser dono dos acontecimentos do dia, são inteligentes os meninos, mas parece que a malinidade e um pouco de sangue frio corre por suas veias. 
   E depois de tudo isso é que vem a pergunta: Será que a loucura está do lado de fora ou do lado de dentro? Com nossas manias e características, acabamos não sendo todos um pouco loucos?
   Se tem uma coisa que me deixa feliz demais é quando eu pego em mãos livros cativantes que contam histórias do dia-a-dia sem deixarem de ser super interessantes. Confesso que jamais imaginei uma história se passando dentro desse tipo de hospital, jamais imaginei como seria a relação de pessoas sãs no convívio diário com pertubações mentais... e Joachim Meyerhoff me surpreendeu demais com essa narrativa gostosa e que não deixou de ser interessante. Acho essencial em livros que falam sobre rotina a capacidade de prender o leitor mesmo nos pequenos acontecimentos. São muitos os livros que falam sobre o passar dos dias mas que preenchem as páginas com narrativas cansativas e maçantes... os clássicos parágrafos pra "encher linguiça". MAS, (e ainda bem!!) Quando finalmente voltará a ser como nunca foi (ufa!) é um livro encantador e muito bem escrito. E por conta disso que eu o recomendo e fortemente. Com certeza você vai se surpreender com uma família e um enredo que nunca imaginou.


"(...) encontrei meus pais dormindo juntos em uma cama. Meu pai tinha colocado o braço ao redor da minha mãe. A cabeça dela estava deitada em seu peito.Nunca os tinha visto tão juntos, tão próximos.
Sentei-me na beira da cama e fiquei olhando os dois. "Que estranho", pensei, "estes são seus pais. Seus pais dormindo. Você sempre teve só um pai e uma mãe, mas nunca pais."...
Foi o momento mais bonito da minha vida junto com meus pais."

02 setembro 2016

Antes de Partir - Colleen Oakley

 
 Na véspera do que esperava ser uma triunfante comemoração de três anos livre do câncer, Daisy, 27 anos, sofre um golpe devastador: seu médico lhe diz que a doença está de volta, desta vez ainda mais agressiva. Tendo apenas de quatro a seis meses de vida, ela está apavorada com o que será de seu marido, Jack, quando não estiver mais lá para cuidar dele. Esse medo tira seu sono, até que uma solução lhe vem à mente: ela precisa encontrar outra mulher para ele. Com uma determinação singular, Daisy visita parques, cafeterias e sites de relacionamento à procura do par perfeito para Jack. Mas, à medida que ela avança em sua busca, ela se vê forçada a decidir o que é mais importante no curto tempo que lhe resta: a felicidade de seu marido ou a sua própria?

   Daisy em seus poucos 27 anos pode dizer que já venceu o câncer. Depois da notícia horrível de que estava com a doença, ela e Jack passaram por maus bocados e então ela conseguiu sobreviver, conseguiu se recuperar e ouvir as tão esperadas palavras do médico: "o câncer foi totalmente removido, você está curada".
   Mas, mesmo com sua rotina adquirida após o câncer, de vida saudável, se alimentando somente com orgânicos, nada de industrializados, nada de besteira... Daisy descobre algo que a devasta da pior maneira, justamente dias antes dela partir em viagem com Jack para comemorar o aniversário da sua cura. 
   O câncer estava de volta, e não apenas isso, mas em estado crítico, estágio 4 e atingindo diversos órgãos, inclusive o cérebro. Essa era a notícia mais difícil de lidar que ela poderia receber, mas ainda havia esperança pra quem já o venceu uma vez, certo? Errado. Não havia tratamento para a condição dela. Os dias estava contados para Daisy. 
   Em meio a frustração de ver que sua vida vai acabar sem que ela termine seu mestrado, sem que ela realize seus sonhos, sem que ela seja mãe... a doce Daisy se pega pensando em o que seria de seu amado Jack, o veterinário mais atencioso da face da Terra, o homem mais incrível que ela já conhecera, aquele cara distraído e que as vezes precisava de um empurrãozinho pra se organizar e fazer suas coisas, o que aconteceria com Jack e como ele viveria a sua vida, quando ela enfim partisse. 
   Apoiada na ideia de que era de sua responsabilidade ir resolver isso, Daisy parte em uma missão que vai exigir muito dela e lhe custar alguns de seus meses de vida: achar uma esposa para Jack. Uma esposa que o compreenda, uma esposa dedicada e que queria filhos, uma mulher inteligente e que goste das mesmas coisas nerds que Jack, uma mulher que amasse animais, alguém pra lembrar Jack de botar suas meias para lavar ao invés de deixá-las jogadas pelo quarto. Alguém para "assumir" o lugar de Daisy. 
   Esse livro foi, com certeza um dos melhores que já li com essa temática. Depois do sucesso estrondoso de A culpa é das estrelas, fica difícil se lembrar de algum outro livro que tenha trazido ao público algum personagem com uma doença terminal, especialmente o câncer. Mas acontece que são muitos os livros que abordam essa parte trágica da doença e que, provavelmente, não possuem um final feliz. 
   O grande diferencial desse livro foi a abordagem que a Colleen trouxe para com a visão que a personagem principal tem sobre a sua doença. Daisy não se deixa abater por muito tempo depois que recebe a notícia de sua morte iminente, ela é uma mulher forte e focada na felicidade do seu marido depois que ela morrer, mesmo que isso seja tão difícil de aceitar. E o melhor de tudo foi que em nenhum momento ela foi aquela pessoa mórbida que só espera o momento em que vai morrer. Daisy não quer ficar chorando pelos cantos, ela vai continuar fazendo suas tarefas, vai atrás de uma mulher para seu marido e continua nas tarefas de incontáveis tarefas de reforma da casa, e apesar da tristeza, essa é uma daquelas personagens que conseguem nos fazer rir mesmo nos piores momentos. Uma personagem tão bem construída que me cativou desde a primeira página. 
   E Jack, ah, Jack me conquistou muito principalmente porque ele me fez lembrar de um certo moço incrível que eu conheço (leia-se: o meu moço). Jack é um amor, é inteligente, é dedicado, prestativo e faz de tudo para se mostrar forte pra Daisy, para apoiá-la e ajudá-la a enfrentar o momento tão difícil. Mas Jack não é de ferro, ele tem suas fraquezas, e afinal, quem não teria vendo o amor da sua vida com a certeza de uma morte próxima? 
   Mas foi o final que me arrebatou de vez. Depois de uma série de reviravoltas (infelizmente um diagnóstico errado não é uma delas), esse final conseguiu me fazer suspirar um milhão de vezes. Colleen conseguiu conduzir a história de uma forma incrível, mas o final realmente se superou pela beleza. Foi maravilhoso e me arrancou muitas lágrimas. 
   Esse é um daqueles livros que eu indico pra todo mundo, pra quem vir me perguntar! É gostoso de ler, rápido, fluído e muito emocionante. Posso finalizar dizendo que amei cada página, cada parágrafo, cada palavra.



17 agosto 2016

A Garota do Calendário, Janeiro - Audrey Carlan

    Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.

   Mia Saunders tem 24 anos e uma grande dívida pra pagar, recorrer a sua tia é sua última opção, apesar dela saber que a probabilidade de conseguir juntar esse dinheiro no pouco tempo que tem é muito maior trabalhando na empresa da tia, como acompanhante de luxo.
   Se vestir adequadamente, ter bons modos, saber conversar e ser simpática... tudo isso parece bobagem e nada a cara de Mia, uma motoqueira que adora falar palavrão, mas logo ela se mostra muito boa na habilidade de aprender, o que faz com que tudo seja muito mais fácil. Claro que a vida de acompanhante de luxo não é a moleza que ela pensava ser, mas com certeza Wes e sua família deixaram tudo mais fácil.
   Wes é um famoso roteirista de Malibu, é alto, sarado, bronzeado e muito, muito rico. Ficar um mês na grande mansão de Wes não pareceu um grande desafio, e a única tarefa de Mia era acompanhá-lo a eventos e fingir ser sua namorada, afinal, nessas festas ele precisava fazer contatos de negócios, Mia tinha que manter as urubus de salto alto e maquiagem extravagante longe dele.
   E não, o sexo não é parte obrigatória do trabalho, mas, se ele rolar, Mia recebe uma espécie de bonificação, um 20% a mais que pode ajudá-la e muito. E também, não é como se fazer sexo com Wes fosse um grande sacrifício, não é mesmo?
   A Garota do Calendário se mostrou o livro que eu já esperava que fosse: fácil de ler, curto (ele tem só 144 páginas) e muito sensual. A leitura não tomou nem um dia inteiro meu, e foi muito gostosa.
Além disso, a personagem principal é uma personagem muito cativante, destemida, que deu a cara a tapa pelo amor que tem pelo pai. É uma personagem muito forte e que procura apenas relacionamentos simples, nada de prisão, nada de rolos complicados... viva a essa mulher do Séc. XXI!
   Tudo isso sem falar que, conforme a gente vai lendo o livro e passando por todas as situações com a Mia, vamos entendendo o que é a vida de uma acompanhante de luxo, sendo fácil ou não na nossa perspectiva, o fato é que a nossa cabeça muda muito em relação a tudo isso. No final pode ter gente que antes "não aceitava" e talvez possa continuar "não aceitando" que essa vida seja digna, mas é impossível terminar esse livro sem entender a situação e com a mente um pouco mais aberta.
   Esse livro foi só o primeiro de doze, onde cada um representa um mês com quem a Mia vai passar, sendo acompanhante. Ao final desse ano de trabalho é que vamos saber se Mia conseguiu o dinheiro para pagar sua dívida ou não, e se ela acabou se apaixonando no meio desse longo caminho. Enquanto isso, durante esses doze livros, espere muita sensualidade e momentos quentes!

10 agosto 2016

A Geografia de nós dois - Jennifer E. Smith


  Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo… E é a meio caminho que ambos se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir…  Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? 

   Lucy está sozinha em casa, os pais foram viajar para a Europa e seus dois irmãos se mudaram para fazer faculdade, e seus dias são cheios de solidão, mesmo que ela as vezes nem se dê conta disso. É então que um grande blecaute na cidade de Nova York faz com que ela fique presa no elevador do seu prédio com um garoto muito calado e misterioso. 
   Owen odiava Nova York, a cidade da agitação, da falta das práticas de boa-vizinhança... o lugar o qual ele sabia que não pertencia. Mas, alguém estava querendo, e muito fazer seu pensamento sobre essa grande metrópole mudar. A garota do elevador é fofa, quieta e simpática, mas a tragédia recente que aconteceu na vida de Owen não o deixa tão receptivo para o amor. 
   Mas, no meio do apagão, não resta muito a Owen e Lucy além de conversarem e ficarem juntos no caos que está a cidade, mesmo depois de serem resgatados do elevador. Tão rápido quanto surgiu, logo essa grande amizade é balançada. Lucy deve ir pra Europa com os pais, enquanto Owen começa uma longa jornada com o pai por todos os Estados Unidos procurando um lugar pra chamar de lar. 
   Apesar da distância, a amizade e o amor que Lucy e Owen sentem um pelo outro continua. Claro que muitas coisas mudam na vida de ambos... escola nova, amigos novos, paixões novas... ainda assim, eles sabem que se pertencem.
       A Geografia de nós dois é daqueles livros que chegam com uma temática despretensiosa, simples, mas que conquistam pela leitura divertida, fofa e fácil. A Jennifer já é uma das autoras que sei que posso recorrer quando quero um livro pra relaxar, pra adoçar minhas leituras, e em A Geografia de nós dois achei uma história e personagens que foram perfeitos pra isso. A graciosidade do amor de Owen e Lucy me conquistou de tal forma que eu demorei nessa leitura, eu simplesmente não queria que essa história acabasse.
   Mas, mesmo com a premissa simples e a escrita leve, nesse livro temos alguns acontecimentos e abordagens mais pesadas, como a tragédia que aconteceu na vida de Owen. Foi algo que me fez refletir por muito tempo, que me fez ficar triste pelo personagem e seu pai. Um outro exemplo é a solidão em que a Lucy vive, com pais ricos que, apesar de os amarem, vivem viajando sozinhos e não dão a atenção que os filhos precisam. 
   O romance de Lucy e Owen não é daqueles arrebatadores, ardentes... é um amor mais tranquilo, vindo de uma amizade, um sentimento que está sendo descoberto pra primeira vez por ambos, por isso que talvez durante a leitura a gente possa achar que está indo devagar demais, ou algo nesse sentido. Mas é só lembrar que a situação se trata de dois jovens em processo de descoberta dos seus sentimentos. É um amor fofo, não ardente.
   Gosto da possibilidade que a Jennifer traz em seus livros. A possibilidade de que esse romance seja real, que possa acontecer ou que já tenha acontecido com alguém. Não é nada muito fantasioso, não é uma história com mil e uma reviravoltas e situações mirabolantes, o que deixa tudo tão real que eu poderia apostar que um dia vou andar por Nova York e passar pela Lucy e pelo Owen.
   Por fim, não posso deixar de comentar essa edição linda, que foi uma adaptação da americana. Achei maravilhosa essa capa, que super combina com a história! Ah, e as páginas amareladas deixaram tudo melhor, como sempre <3 


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